Booming Tech Hub LOGO

Toolbox

Recursos, dicas e dados relevantes do mercado de investimento em startups;

disponibilizados quinzenalmente para auxiliar você.

Navegação

Depois da COP 26: o que deve mudar no Brasil e no mundo?

O debate sobre as mudanças climáticas não surgiu agora, mas é fato que estamos em um momento crucial na jornada por um mundo mais sustentável

O aquecimento global tem sido motivo de debate no mundo há muitos anos. A emissão de gás carbônico pelos países em alta quantidade, o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio já estão mostrando suas consequências no clima mundial.

 

Podemos ver países tendo verões com temperaturas muito acima do esperado e outros com invernos muito mais frios do que costumam ser. 

 

Alguns cientistas acreditam que o aquecimento global já é algo irreversível, mas ainda há esforços para manter a meta prometida no Acordo de Paris de evitar que o aquecimento global ultrapasse um aumento de 1,5°C em relação ao século XIX.

 

Para tratar sobre isso e elaborar medidas para desacelerar o aquecimento global está acontecendo a COP26, um encontro de cerca de 200 países em Glasgow, na Escócia. 

 

Já trouxemos notícias sobre a conferência em um episódio do De Olho No Mercado, mas nesse post vamos detalhar como os assuntos abordados na COP26 devem afetar o Brasil e o mundo.

 

Centro de Ciências de Glasgow Centro de Ciências de Glasgow

 

Afinal, quais eram as metas da conferência?

 

A última avaliação da ONU sobre os planos climáticos sugere que aumentarão em 16% as emissões de gases efeito estufa (GEE) até 2030, o que é bastante preocupante.

 

Os cientistas dizem que a emissão deve diminuir em 45% até 2030 para que o aquecimento seja de apenas em 1,5ºC, e também foi avaliado que países do G20 são responsáveis por quase 80% das emissões globais.

 

Tendo isso em vista, a COP26 tinha três principais metas: 

 

  • fornecer um pacote de ações para países em desenvolvimento e com clima mais vulnerável;
  • progredir nos cortes globais de emissão de GEE;
  • promover acordos setoriais, como datas para encerrar o uso de carros movidos a combustíveis fósseis e a desmonetização do desmatamento.

 

Reações sobre o rascunho do acordo final

 

Nessa quarta-feira (10/11) foi divulgado um esboço do acordo final da conferência que traz alguns avanços pontuais, mas não mostra muitos detalhes sobre como atingir aquele objetivo. Isso acabou gerando reações negativas.

 

Dentre os tópicos citados estavam: o comprometimento das nações para que apresentassem propostas melhores para o combate da mudança climática para o próximo ano e a aceleração para parar a queima de carvão e gradualmente tirar os subsídios aos combustíveis fósseis – não somente o carvão como também o petróleo e o gás. 

 

No entanto, nenhuma data definitiva foi apresentada para isso e por esse motivo os ambientalistas não gostaram muito dessa prévia. O Greenpeace chamou o rascunho de “um pedido educado que os países talvez, possivelmente, façam mais no próximo ano”.

 

Já Bill Hare, presidente-executivo da Climate Analytics, se mostrou ainda mais indignado dizendo “Está ótimo para os líderes afirmarem que têm a meta de zerar emissões, mas se eles não tiverem planos sobre como chegar lá, e suas metas para 2030 forem tão baixas como são algumas delas, francamente estas metas de zerar emissões são só conversa fiada, ao invés de uma ação climática real”.

 

Outros tópicos do rascunho

 

Durante a conferência mais encontros aconteceram para discutir as pautas climáticas e um outro tópico colocado no texto foi o abandono do uso do carvão e subsídios para combustíveis fósseis.

 

Caso a passagem venha a ser aprovada será um marco, pois é a primeira vez que algo assim entra em foco numa conferência da ONU. Isso é importante pois o carvão é proporcionalmente o mais poluente desses combustíveis, e os subsídios são uma das razões que explicam a força do setor.

 

O texto também propõe o dobro da ajuda financeira para países pobres passando de US $100 bilhões anuais para ao menos US $200 bilhões, mesmo com a primeira meta não tendo sido cumprida ainda.

 

E no Brasil?

 

 

 

 

É claro que o Brasil foi foco de muitas das discussões, afinal somos a casa da Amazônia e em 2020 passamos pelos incêndios do Pantanal, que chamaram a atenção do mundo todo. As posturas do Governo Federal, tanto ao longo do ano quanto em relação à própria conferência, também foram criticadas por especialistas.

 

No entanto, nem tudo está perdido. Não apenas algumas startups brasileiras nos representaram bem no evento, como mencionamos em um post no nosso instagram, mas também alguns projetos foram alvo de muitos olhares por promoverem respostas chave para os objetivos a serem alcançados. São eles:

 

 

  • AmazonFACE

Com o objetivo de estudar como a Amazônia pode ajudar a transformar os objetivos traçados em realidade, foi criado o AmazonFACE, que funciona como uma “máquina do tempo” para projetar as condições climáticas de 2050.

 

O experimento será administrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) em parceria com o Met Office, o serviço nacional de meteorologia britânico.

 

A tal “máquina do tempo” funciona através do bombeamento controlado de dióxido de carbono em pequenas áreas da floresta para coletar dados sobre a resposta do bioma às mudanças climáticas.

 

Se espera que com esse experimento os cientistas consigam entender as respostas das florestas tropicais nos cenários futuros e, portanto, delinear soluções mais específicas.

 

 

  • Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA)

O governador do Pará, Helder Barbalho, negociou com Javier Manzanares, diretor executivo do Green Climate Fund, a necessidade de prospectar aportes para o Plano Estadual Amazônia Agora , com foco principal no Fundo Amazônia Oriental (FAO).

 

Mauro O’de Almeida, Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, afirmou que a ideia é trabalhar em cima de projeto nas áreas de inovação, justiça climática e social, além do foco na estratégia de bioeconomia, que ele destaca como um processo inovador.

 

“Nós estamos em linha com o que o GCF pretende e agora é preparar o nosso pedido e projeto para que a gente possa começar a trabalhar com recursos do Green Climate Fund”, pontuou.

 

 

  • São Paulo e o acordo sobre veículos limpos

A cidade de São Paulo foi uma das signatárias de um acordo feito para reprimir a venda de novos carros emissores de GEE após 2040.

 

O acordo visa atingir as metas do Acordo de Paris e as prefeituras signatárias devem trabalhar para fazer as mudanças necessárias em toda sua frota de veículos, como ônibus municipais, para versões não poluentes até 2035.

 

Além disso, a prefeitura de São Paulo se comprometeu a incentivar o uso de veículos limpos também nas frotas privadas.

 

Considerações finais

 

É evidente que ainda existe um longo caminho a ser trilhado para que consigamos reduzir as emissões danosas e, em geral, cuidar melhor do nosso planeta. Mas, também não podemos só ressaltar os pontos negativos sem a intenção de buscar formas de resolvê-los, e é claro que a inovação entra bem forte nessa jogada. 

 

Nem todas as notícias que resultaram da COP26 são positivas, mas é certo que vários pontos demonstram a seriedade com que o assunto tem sido abordado. Só resta ver se o resultado dessas iniciativas é realmente capaz de mudar o mundo.

Logotipo da Booming Tech Hub

Contatos

 

Equipe Booming.

12/11/2021
Inscreva-se em
nossa newsletter

    Logotipo da Booming Tech Hub

    Contatos

    (21) 2505-2500
    contato@booming.vc

    R. do Carmo, 71 – Centro
    Rio de Janeiro – RJ, 20011-020