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O que são NFTs? Quais os riscos de investir neles?

Entenda o que são Non-fungible Tokens, como eles são utilizados, onde comprá-los e os riscos de investir neles.

NFTs (non-fungible tokens)

Os NFTs explodiram como tendência no início de 2021. O mercado de Non-Fungible Tokens já existe há anos, porém, a venda desses ativos começou a tracionar no começo de 2021. Segundo o site Crypto Art, em março deste ano, as vendas de obras de arte  nesta modalidade alcançaram o marco de 171,238 itens comercializados. O valor das vendas já soma mais de 632 milhões de dólares.

 

Entretanto, os NFTs não são só utilizados para a venda de artes digitais. Eles podem ser utilizados para representar a propriedade de qualquer ativo que é único. É apenas uma questão de tempo até que artistas e marcas nacionais insiram seus unique assets em plataformas como a Ethereum

 

Esta, é um canal que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes, transações de moedas digitais e vários tokens. Além de ter a sua própria moeda digital, a Ether (ETH). A tecnologia usada por ela é baseada no modelo de Blockchain, que também é usada pelo Bitcoin.

 

Este modelo é um sistema de armazenamento de dados em blocos, onde só o bloco anterior é rastreado, o que torna a informação não rastreável como um todo. Por isso, ele é o sistema mais seguro que temos hoje para armazenagem de dados. 

 

O espaço da Ethereum vem sendo cada vez mais utilizado por pesquisadores, empreendedores e programadores que desejam criar soluções utilizando este tipo de tecnologia.

 

Mas o que são NFTs exatamente?

 

Os Non-Fungible Tokens, são utilizados para representar a propriedade digital de algo. “Non-fungible” é um termo utilizado para descrever produtos não permutáveis, ou qualquer coisa que contenha itens únicos. Cada item desta categoria possui um código de identificação único.

 

Essa “tokenização” pode ser feita para ditar o domínio de elementos como vídeos, músicas, arte, artigos virtuais de jogos, colecionáveis, entre outros. Eles podem ter apenas um único dono por vez e o certificado do dono é garantido pela tecnologia Blockchain. Ou seja, não podem ter seu registro modificado ou copiado para criar um novo NFT. Estes, comumente, são vendidos online e o pagamento é realizado com criptomoedas. 

 

Com a expansão de um mercado digital e realidades virtuais dentro do panorama global, surge a necessidade de simular as características de objetos físicos, como escassez, exclusividade e a prova de direitos autorais. Os NFTs cumprem essa função, à medida que se caracterizam por serem digitalmente únicos e possibilitarem aos criadores de conteúdo a venda do seu trabalho onde quiserem no mercado global, além de  permitirem a revenda de royalties de forma direta para autores. 

 

A popularidade dos Non-Fungible Tokens aumentou após a venda de uma obra de arte digital chamada “Everydays: The First 5000 Days”. Ela pertence ao famoso artista digital Mike Willemann, e é composta por 5.000 desenhos diários por ele. A série foi vendida no dia 11 de março deste ano, por mais de 69 milhões de dólares, o que representa um recorde na categoria, tornando as imagens as mais notórias do momento nesta categoria.

NFTs e cryptoart
Obra: ‘Everydays: The First 5000 Days’, pelo ilustrador Beeple

Já existem vários players nesta jogada. Clubes e times esportivos passaram a investir em artigos vinculados a NFTs. Para exemplificar, um time brasileiro que criou estes artigos foi o Atlético Mineiro. A equipe do clube criou cards virtuais colecionáveis de seus atletas e passou a vendê-los no formato de NFT. 

 

Quem adquire os cartões pode participar de um fantasy game. Após selecionar virtualmente os seus times, os usuários recebem pontos de acordo com o resultado que os jogadores apresentaram na vida real. 

 

Outro excelente exemplo é o NBA top shots, que são os tokens dos melhores momentos da NBA. Eles incluem vídeos com cenas marcantes do esporte e são vendidos em pacotes como uma espécie de card esportivo digital.

 

Ainda, no dia 9 deste mês, o youtuber Felipe Neto e o ex-diretor da Globo João Pedro Paes Leme causaram um alvoroço nas redes sociais ao lançarem a 9Block: a primeira plataforma brasileira de Non-Fungible Tokens. Ela foi estreada em conjunto com uma coleção de cards do youtuber e tem o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia, segundo as afirmações dos criadores da plataforma em canais digitais.

 

Mas existe um porém. Atualmente, qualquer pessoa pode ter acesso a diferentes NFTs online. Então por que existem usuários dispostos a pagar altíssimos valores por algo se pode realizar um download ou copiar com facilidade?

 

É simples, estes tokens geram aos objetos digitais o mesmo valor de colecionáveis. O comprador pode adquirir o item original das mãos de um criador de conteúdo. Vamos pensar em uma obra de arte…

 

Existem zilhões de cópias na internet da série de pinturas “Nenúfares” do artista Claude Monet. Entretanto, há somente 250 quadros originais desta série e o valor de compra delas iria movimentar milhões de dólares. Estes ativos geram um valor equivalente para obras e itens digitais. A propriedade certificada pelo blockchain, que pode assegurar o valor e a transparência de direitos dos objetos digitais.

 

Além dos colecionáveis, também já surgiram utilizações menos abstratas para as NFTs.

 

Utilização para NFTs 

 

Existem inúmeros caminhos para o uso de tokens e a tokenização de objetos virtuais que podem gerar lucro de forma concreta. Um deles os tokens de royalties. 

 

Nesta possibilidade, os trabalhos vendidos como NFTs são vinculados a pagamentos de royalties. É possível ganhar uma porcentagem do valor de venda dos ativos toda vez que os direitos de propriedade trocam de dono. 

 

O mercado da música nacional já está sendo movimentado por este tipo alternativa de uso para tokens não fungíveis. Uma startup brasileira chamada Phonogram.me foi lançada em março de 2021 com o intuito de desenvolver outras formas de monetização para artistas e stakeholders da cadeia do setor musical.

 

O novo negócio é constituído por uma plataforma onde artistas capitalizam suas criações através da compra de um fonograma, assim como acontece com a compra de uma ação na bolsa de valores. Os royalties das canções são compartilhados com investidores e fãs dispostos a comprá-los. Assim, o artista ganha pelo seu trabalho à medida que cada reprodução ocorre. 

 

Além disso, a startup é capaz de monetizar os shares que já possuem sobre os fonogramas dos artistas contratados. Esta startup demonstra um ótimo exemplo da descentralização de um mercado (fonográfico).

 

Ainda, apesar de não serem criptomoedas e sim itens, podem ser utilizados da mesma forma: como objeto de barganha em transações comerciais e inseridas no contexto de integralização do capital social de empresas (devido ao seu alto valor).

 

Onde comprar NFTs

 

Como já foi citado anteriormente, os NFTs são negociados através de diferentes plataformas que possuem o seu banco de dados em blockchain. É de costume que o mais utilizado seja a Ethereum, que possui sua própria criptomoeda. Por isso, a depender da plataforma, é normal que esses ativos sejam usados em todas as transações, comercializados através da criptomoeda Ether (ETH). O ativo do token fica vinculado ao comprador, sob custódia do mesmo, com um certificado que garante a propriedade da obra.

 

Existem algumas 3 plataformas que estão se tornando populares em 2021 para a compra e venda de artigos do gênero. Você pode escolher entre a Open Sea, Super Rare, e a Nifty Getaway.

 

Os riscos de investir em NFTs

 

Como o ativo está em seu processo inicial de desenvolvimento e adoção, existem alguns riscos a serem considerados por aqueles que desejam investir nesses itens. Confira abaixo:

 

  • Imprevisibilidade do mercado:

Apesar do ganho de relevância de NFTs e a venda de alguns por valores altos, a valorização destes ativos pode não se manter por um longo período. O mercado é extremamente novo e não se sabe como ele irá se comportar. 

 

Em suma, existe o risco de não conseguir um valor de venda que dê um retorno satisfatório ao valor investido na compra. Tudo depende da popularidade de adoção deste mercado.

 

  • Risco de liquidez do ativo:

Em suma, é preciso refletir sobre a quantidade de tempo necessária em que o token pode ser trocado por uma moeda caso haja necessidade de ganhar dinheiro. Neste caso, a janela de tempo ainda é imprevisível.

 

Por ser um mercado altamente especulativo, não existem muitas garantias sólidas sobre os retornos do valor investido caso seja necessário realizar a venda de uma obra. Podem haver grandes variações de preço, que dependem do nível de crescimento desse mercado e entre outros fatores correlatos a obra a ser repassada. Entretanto, as vendas podem ser amplificadas à medida que mais marcas e artistas adotem a solução. 

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16/06/2021
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